Tesoura em prosa


Tesoura

Cortar papel, plástico, pano ou outras coisas “finas” é a principal função da tesoura. Criada num sei quando, por num sei quem, em num sei onde.

Ela tem dois cabos ligados transversalmente por algo que aparenta um prego, e sempre tem nas pontas superiores destes cabos metálico dois suportes para mãos.

Quando fechada, após aberta, ela faz claqui, isto significa que o serviço tá pronto, o pano foi cortado, o papel separado ou o plástico dividido; claro que se ela não estiver “cega”.

Tem aqueles que a usam para aparar unhas, outros para cortar cabelos e outros até como arma branca, mas esta última realidade merece ser deixada no fundo de um poço, ou num poço sem fundo.

A vida de uma tesoura não deve ser fácil, viver embrenhada em unhas, cabelos, pentelhos, papéis, plásticos, panos. Mas como em tudo há o lado bom e ruim, a qualidade da vida duma tesoura depende de seu ambiente.

As de pano vivem entre estilistas e, eu prognostico que esta deva ser uma boa vida; já as de papel vivem ou numa papelaria ou num quarto escuro, onde é utilizada para dividir notas falsificadas impressas numa multifuncional qualquer. Uma vida meio que ilegal, mas emocionante; as de unhas, cabelos e pentelhos vivem junto ao homem, literalmente, passeando por seu corpo, eliminando os excessos de nós mesmos. Pense você se isto é bom ou ruim.