Machado de Assis – Biografia, poesias e contos


Machado de Assis - Biografia, poesias e contos

Foto: Reprodução

Machado de Assis foi um dos escritores brasileiros mais importantes da história, sendo considerado até hoje como o maior nome da nossa literatura. Ele praticamente escreveu obras em todos os gêneros literários, o que o tornava um profissional experiente em várias áreas distintas.

Biografia

Nascido em 21 de junho de 1839 no Rio de Janeiro, Joaquim Maria Machado de Assis era filho de Maria Leopoldina e Francisco José de Assis, um casal humilde que foi abrigado por Dona Maria José de Mendonça Barrozo Pereira, uma rica senhora viúva de um falecido senador que ofereceu sua casa para os pais de Machado morarem.

Ele começou a estudar em uma escola pública da cidade onde morava, mas não estava apresentando muito interesse por ela. Após um tempo, começou a se ocupar também celebrando missas, fato que segundo alguns biógrafos, fez com que ele conhecesse o Padre Silveira Sarmento, que em breve se tornaria seu grande amigo e mentor de latim.

Ao que tudo indica, Machado de Assis evitou ao máximo os subúrbios do Rio de Janeiro e foi direto para o centro da cidade. Lá, ele fez muitas amizades e sua cabeça começava a ficar cheia de planos. Foi aí que em 1854 ele publicou o seu primeiro soneto no “Periódicos Pobres”. Um ano depois, passou a frequentar a livraria de Francisco de Paula Brito, um jornalista e tipógrafo da época. Essa livraria além de comercializar fumo de rolo, parafusos e chás, também era o lugar onde se reunia a sua Sociedade Petalógica.

Em 1865, Machado funda uma sociedade que une artes e literatura, a qual chamou de Arcádia Fluminense. Lá, ele conseguiu promover saraus, onde eram lidas suas poesias, além de aproximar-se ainda mais dos poetas e artistas daquela região.

Em 1867, ele tornou-se burocrata e logo depois foi nomeado pelo próprio D. Pedro II como diretor-assistente do Diário Oficial.

Foi no dia 29 de setembro do ano de 1908, que Machado de Assis morre aos 69 anos de idade. A causa foi um câncer de boca, entretanto, na sua certidão de óbito, é declarado que a causa de sua morte foi uma arteriosclerose generalizada seguida de uma esclerose cerebral. Machado teve um funeral digno para o que ele representava, com muitas honrarias e bastante gente que admirava todo o seu trabalho.

Alguns contos

  • A Carteira (conto do livro Contos Fluminenses)
  • Miss Dollar (conto do livro Contos Fluminenses)
  • O Alienista (conto do livro Papéis Avulsos)
  • Teoria do Medalhão (conto do livro Papéis Avulsos)
  • A Chinela Turca (conto do livro Papéis Avulsos)
  • Na Arca (conto do livro Papéis Avulsos)
  • D. Benedita (conto do livro Papéis Avulsos)
  • O Segredo do Bonzo (conto do livro Papéis Avulsos)
  • O Anel de Polícrates (conto do livro Papéis Avulsos)
  • O Empréstimo (conto do livro Papéis Avulsos)
  • A Sereníssima República (conto do livro Papéis Avulsos)
  • O Espelho (conto) (conto do livro Papéis Avulsos)
  • Uma Visita de Alcibíades (conto do livro Papéis Avulsos)
  • Verba Testamentária (conto do livro Papéis Avulsos)
  • Noite de Almirante (conto do livro Histórias sem Data)
  • Um Homem Célebre (conto do livro Várias Histórias)
  • Conto da Escola (conto do livro Várias Histórias)
  • Uns Braços (conto do livro Várias Histórias)
  • A Cartomante (conto do livro Várias Histórias)
  • O Enfermeiro (conto do livro Várias Histórias)
  • Trio em Lá Menor (conto do livro Várias Histórias)
  • O Caso da Vara (conto do livro Páginas Recolhidas)
  • Missa do Galo (conto do livro Páginas Recolhidas)
  • Almas Agradecidas
  • A Igreja do Diabo
  • Fulano

Poesias de Machado de Assis

Poesia “Círculo Vicioso”:

Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
– Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
que arde no eterno azul, como uma eterna vela !
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:

– Pudesse eu copiar o transparente lume,
que, da grega coluna á gótica janela,
contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela !
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:

– Misera ! tivesse eu aquela enorme, aquela
claridade imortal, que toda a luz resume !
Mas o sol, inclinando a rutila capela:

– Pesa-me esta brilhante aureola de nume…
Enfara-me esta azul e desmedida umbela…
Porque não nasci eu um simples vaga-lume?

Poesia “Livros e flores”:

Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?

Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?

Poesia “Bons Amigos”:

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!