Jihad – história e princípios da Guerra Santa


Osama Bin Laden, um dos supostos Mujahid (nome dos que lutam em prol do Jihad)

Jihad” é um conceito islâmico que significa “luta pela fé perfeita”.

Ele subdividi-se em “Jihad Maior”, que é a luta do indivíduo consigo mesmo em busca da fé, e o “Jihad Menor”, que é a luta do indivíduo em prol da propagação da mensagem do Islã aos que não o conhecem/praticam.

Há opiniões divergente quanto a real forma de ação do Jihad.

Estudiosos como Bassam Tibe, um especialista em Islã, afirma que esta “Guerra Santa” feita por terroristas não representa o verdadeiro “Jihad”, pois muitas vezes sua motivação é a disputa por bens materiais (terras) e contra culturas que supostamente corrompe a vida mulçumana.

O verdadeiro “Jihad” deve ser utilizado para defender o o Islã, que representa a religião e seus integrantes.

Assim sendo, os terroristas usam os fundamentos do islamismo de forma oportunista, desvirtuando o Islão para torná-lo um motivo de guerra.

De acordo com as formas comuns do Islão, se uma pessoa morre em Jihad, ela é enviada diretamente para o paraíso, sem quaisquer punições pelos seus pecados.

Porém, não se pode esquecer que “Jihad” foi o termo utilizado por Maomé (profeta do Islamismo) que significava “guerra sagrada”, simbolizando a luta pela conversão do maior número de pessoas para a religião. Isso ocorreu após a Hégira, quando então o apóstolo criou os cinco pilares do Islamismo, aliado ao conceito de Jihad. Esses fatos aconteceram na antiga Iatreb (atual Medina).