História da fundação da Companhia de Jesus (os Jesuítas)

Padre Antonio Vieira, orador oficial da Companhia de Jesus

No dia 15 de Agosto de 1534, um grupo de estudantes franceses (Inácio, Pedro Fabro, Francisco Xavier, Alfonso Salmerón, Diego Laynez, Nicolau Bobadilla e Simão Rodrigues) se reuniram na Capela Mártires, na colina de Montmarter, e fundaram a Companhia de Jesus, uma ordem religiosa com o intuito de prestar acompanhamento hospitalar e missionário em Jerusalem, ou para onde o papa os enviasse, sem questionar.

No ano de 1537 eles foram à Itália em busca da aprovação do Papa Paulo III. Primeiro eles tiverem que se tornar padres. Entre 1537 e 1538 eles, já ocmo padres, dedicaram-se a pregar e fazer obras de caridade na Itália.

Na companhia de Fabro e Laynez, Inácio viajou até Roma, em Outubro de 1538, para pedir ao papa a aprovação da ordem. A congregação de cardeais aprovou à constituição apresentada, e em 27 de Setembro de 1540, Paulo III confirmou a ordem através da Bula “Regimini militantis Ecclesiae”, que integra a “Fórmula do Instituto”, onde está contida a legislação substancial da Ordem, cujo número de membros foi limitado a 60. A limitação foi porém posteriormente abolida pela bula Injunctum nobis de 14 de Março de 1543. Inácio de Loyola foi escolhido para servir como primeiro superior geral. Ele enviou os seus companheiros e missionários para vários países europeus, com o fim de criar escolas, liceus e seminários.

Inácio de Loyola escreveu as constituições jesuítas, adotadas em 1554, que deram origem a uma organização rigidamente disciplinada, enfatizando a absoluta abnegação e a obediência ao Papa e aos superiores hierárquicos (perinde ac cadaver, “disciplinado como um cadáver”, nas palavras de Inácio). O seu grande princípio tornou-se o lema dos jesuítas: “Ad maiorem Dei gloriam” (“à maior glória de Deus”).

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