Burocracia do inferno!


Burocracia infernal

Minha idade é de 17 anos.

Desde que comecei a blogar e, conseqüentemente a ganhar uns caraminguás no Adsense, me vi na obrigação de abrir uma conta corrente num banco.

Para que isto fosse feito eu necessitaria de, além de vários documentos como RG, CPF,Título de eleitor e tal, eu seria obrigado a ser maior de idade, ou seja, ter 18 anos de idade completos.

Claro que há opções de conta conjunta, ou coisas do gênero, mas eu quero uma conta só minha, onde somente eu, e mais ninguém, possa movimentá-la.

Então, para que isto fosse possível, eu tive de me emancipar de meus pais, e com isto me tornar maior de idade, automaticamente.

Este processo de emancipação pode ocorrer em dois casos: 1º o menor se casa ou, 2º os pais do menor assinam um documento reconhecendo a emancipação do filho.

Já que o meu objetivo era emancipar-me para abrir uma conta e lá alocar capital, sem tirar nada mais do que o necessário para minha sobrevivência, a primeira opção logo de cara foi deletada das possibilidades.

Então eu busquei informações de como emancipar-me através do segundo processo, e descobri que para isto somente seria preciso ir num cartório e lá assinar alguns papéis junto aos meus pais. Tá belê, eu pensei, mas mal sabia jo que este processo custaria os olhos da cara.

Chegando lá no cartório, crente que o custo seria ZERO, logo descobri que na verdade teria que desembolsar 130 reais. Tá certo que este valor nem é muito, mas hoje em dia a qualquer hora, o pouco vira muito.

Já que não tinha outra opção tive de pagar. Assinei o que era preciso e no fim a atendente disse: Agora vá no cartorio tal para concluir o processo.

PQP! Pensei comigo, pedi informação sobre valores a ela e ela disse que não sabia. Parti rumo ao cartório 2, chegando lá, crente que os gastos não seriam muitos, perguntei a moça quanto custaria para ela verbalizar (ou algo parecido) o documento, ela me disse: “Zêêzeste reais”. Ei pensei, que ótimo, sete reais é uma “esmola”, quando ia entregando a nota de dez pra ela, a moça arregalou os olhos e agora com mais precisão deu-me com uma adaga nas entranhas: “cento e quarenta e sete reais!”.

Ah, meu amigo, aquele golpe acabou comigo, mais precisamente, com meu bolso. Lá se foi todo o dinheiro que restava do que ganhei no mês de maio com o blog.

Agora estou eu aqui, ferido, moribundo, e prestes a enfrentar o maior inimigo de todos, os bancos, com suas taxas malditas.