Alcoolismo: o que é, causas, sintomas e tratamentos


Bebida em excesso mata!Conjunto de problemas causados pelo uso excessivo de álcool, de forma regular e/ou compulsiva. Com o passar do tempo, o usuário se torna resistente aos efeitos do álcool no organismo e mais dependente, sofrendo com a abstinência pela falta deste.  A doença alcoolismo, nem sempre é assim classificada, há um estigma social muito grande relacionado às pessoas que abusam do álcool, sendo a doença encarada até mesmo pelos familiares e amigos, como uma falha de caráter. Uma das maiores dificuldades para um diagnóstico precoce, é que os limites entre o consumo social e a compulsão, costumam ser pouco claros, além, é claro, da relutância em admitir que esteja bebendo demais, por parte do usuário.

Os prejuízos que advém do alcoolismo são inúmeros, tanto físicos e/ou psicológicos, quanto sociais e vão aumentando conforme a pessoa vai ficando mais dependente.

Os danos físicos são primeiramente pelo efeito nocivo do álcool aos órgãos como fígado, que tem seu tamanho aumentado com o passar do tempo, podendo, inclusive, desenvolver cirrose. Alguns outros sintomas podem ocorrer já no início do uso, como: vômitos, gastrites, diarréia e dores abdominais, além das contusões, muito comuns aos que bebem demais.  A propensão às infecções aumenta, assim como, em determinados casos, até mesmo convulsões podem acontecer. A memória costuma ser afetada e a pessoa tem esquecimentos mais longos, com lapsos maiores do que o normal.

Algumas evidências acontecem, denotando a mudança de comportamento significativa que a pessoa sofre, alertando as pessoas próximas como familiares, amigos e colegas de trabalho. A irritabilidade aumenta, podendo acontecer explosões de raiva. A convivência com o cônjuge também acaba se modificando, porque o diálogo é evitado, acontecem atitudes hostis e aumento do desinteresse pela vida conjugal. No trabalho, notam-se atrasos, lapsos e até ausências. Acidentes de carro ou acidentes domésticos costumam acontecer mais frequentemente à pessoa usuária de álcool, e tudo isso evidencia que esta pessoa já perdeu o controle sobre o consumo de bebidas alcoólicas e pode, inclusive, estar travando uma luta íntima para deixar de cometer os exageros, mas, com receio de ser rotulado, não procura ajuda especializada, só aceitando o tratamento muito tempo depois, quando muitos prejuízos já aconteceram, incluindo aí, a saúde física e mental.

Dependência alcoólicaA dependência alcoólica pode se dar desde a adolescência, fato comum atualmente, porque os jovens, sem uma personalidade estabelecida e sem a autoestima elevada, costumam buscar no álcool, a desinibição necessária para o convívio social, para se tornarem mais seguros de si até sexualmente, e isso acaba se tornando constante.

Já foi comprovado que a carga genética influencia também na propensão de uma pessoa à dependência alcoólica. Alguns casos foram estudados como gêmeos univitelinos, filhos de pais alcoólatras adotados por pais abstêmios, filhos de alcoólicos que não bebem para não seguir o mau exemplo e, depois de anos, abandonam a abstinência e se tornam dependentes, etc. Tudo leva à certeza de que a genética acaba pesando desfavoravelmente.

Muito comum é que o alcoolismo esteja vinculado a outros problemas psiquiátricos preexistentes, ou concomitantes. Transtornos de ansiedade, insônia e depressão, podem levar ao alcoolismo. Em muitos casos, tratando-se a base do problema é que se resolve o alcoolismo.

Fonte de informações:

http://www.alcoolismo.com.br/