Acromegalia/Gigantismo: o que é, causas, sintomas e tratamentos


O que é?

GigantismoUma doença rara, causada pelo aumento de produção do hormônio do crescimento (GH), e que vai, progressivamente acarretando mudanças físicas no portador, como aumento das extremidades, modificações na face, além de alterações metabólicas, etc.

Como evolui lentamente, seus sintomas às vezes, podem ser confundidos até com o envelhecimento ou outras doenças. Muitos casos foram descobertos casualmente, porque médicos notaram algumas características da doença em exames clínicos ou em ressonâncias magnéticas.

Sem tratamento, a evolução da doença traz complicações graves que podem levar à morte.

Sintomas:

Algumas mudanças na aparência são visíveis: aumento do nariz, da testa, do queixo, separação dos dentes e perda involuntária destes, aumento do tórax, genitais e lábios;

A pele se torna espessa e propensa à acne; A sudorese se torna abundante;

Complicações graves surgem com a evolução da doença:

  • Alterações respiratórias (obstrução das vias aéreas, aumento das dimensões da língua,dificuldade par respirar durante o sono e alteração nas cordas vocais, tornando a voz grave);
  • Cardiovasculares (aumento do tamanho do coração e hipertensão);
  • Gastrintestinais (aumento do fígado, pâncreas ou outros órgãos e até formação de pólipos intestinais);
  • Músculo-esqueléticas (dores articulares, formigamentos, diminuição de massa óssea, osteoporose,etc.);
  • Neurológicas (dores de cabeça persistentes);
  • Oftálmicas (distúrbios visuais, redução de visão);
  • Metabólicas/endócrinas (diabetes, intolerância a carboidratos, aumento dos níveis de colesterol e triglicérides, nódulos na Tireóide, diminuição de libido e, na mulher, alteração da menstruação e saída de leite sem estar amamentando).

Gigantismo

Causas:

A causa do aumento de produção do hormônio do crescimento é, em 98% dos casos, devido à presença de tumores benignos na Glândula Hipófise, situada no cérebro.

Tratamentos:

A cirurgia se torna o método indicado, com chances de cura de até 90% quando os adenomas estão com até 1 cm, estando maiores, o índice cai para 50% de chance de cura. Se, após a cirurgia os índices hormonais não se regularizam, é necessário que o paciente continue um tratamento complementar com medicamentos. Pode ocorrer uma lesão no tecido hipofisiário, o que acarreta a necessidade de reposição hormonal pelo resto da vida.

Há a radioterapia, que apenas é indicada em casos críticos, quando os tumores não podem ser removidos cirurgicamente ou ainda, se a cirurgia e o tratamento clínico não apresentam resultados satisfatórios.

Fontes de informações:

http://www.abcdasaude.com.br

http://www.drauziovarella.com.br